Método Mckenzie

Ao contrário do que muitos pensam, o Método McKenzie® não se resume a exercícios de extensão. Na verdade, McKenzie é uma abordagem abrangente da coluna e articulações periféricas, baseada em princípios sólidos, que, quando bem compreendidos e aplicados, levam a um diagnóstico mecânico preciso, que determina o tratamento específico, adequado para cada paciente. De fato, o mais extraordinário, embora menos conhecido, é que o Método McKenzie® é antes de mais nada um sistema de avaliação.

Ela se baseia em uma relação consistente de causa e efeito verificada, tanto a partir da história do comportamento da dor, quanto da resposta da dor ao teste de movimentos repetidos e posições mantidas. Aplicando uma progressão sistemática de forças mecânicas (causa), o fisioterapeuta utiliza a resposta da dor (efeito) para monitorar as mudanças no movimento e na função. O distúrbio subjacente pode então ser identificado rapidamente através dos achados objetivos do exame de cada paciente.

A resposta sintomática mais comum e significativa é a Centralização, fenômeno em que a dor irradiada, originária da coluna, move progressivamente em direção à linha média da coluna e é eliminada, em resposta à aplicação deliberada de estratégias de carga. Se só estiver presente dor lombar, ela move de uma área mais espalhada para uma área mais central e é então abolida.

A centralização indica que o gerador subjacente da dor é reversível, num processo normalmente rápido, independente de a dor do paciente ser aguda ou crônica ou do rótulo diagnóstico aplicado previamente. A centralização indica a chamada “direção de preferência”, ou seja, aquela em que se deve aplicar o movimento terapêutico. Esse movimento pode ser flexão, extensão, inclinação lateral ou rotação, ou uma combinação desses.

O fenômeno inverso, isto é, o movimento da dor em direção à periferia em resposta à aplicação de carga é chamado Periferilização. A direção que periferiliza a dor é contra-indicada como tratamento. Eventualmente, a Periferilização ocorre com a aplicação de carga em qualquer direção. Isso indentifica um subgrupo de pacientes cujo prognóstico é ruim e abre a porta para uma variedade diferente de testes específicos e outras opções de tratamento. Esse tipo de paciente pode ser identificado em até cinco visitas.

O Diagnóstico Mecânico de McKenzie, determinado a partir da avaliação, classifica os pacientes com apresentações mecânicas similares em subgrupos bem definidos (síndromes) para determinar o tratamento adequado. McKenzie identificou três síndromes mecânicas a que chamou: Síndrome de Desarranjo, Síndrome de Disfunção e Síndrome Postural.